Peixes para Principiantes: os bons e os
maus
Esta FAQ
considera as possíveis escolhas de
peixes do aquariofilista principiante,
incluindo boas escolhas para o completo
novato ("Bons Primeiros Peixes"), boas
escolhas para o iniciado que deseja
espandir as suas opções de espécies
("Bons Segundos Peixes") e escolhas
erradas para o principiante ("Maus
Primeiros Peixes").
Direitos de Autor
As FAQ
existem graças à contribuição dos
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pertencem aos leitores dos newsgroups de
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respectivos autores. Cópias das FAQs
podem ser feitas livremente desde que
distribuidas gratuitamente e incluídos
os autores e a reserva de direitos.
Índice:
-
Bons Primeiros
Peixes:
Ciprinideos,
Corydoras
peixes-gato e
peixes
arco-íris.
-
Bons Segundos
Peixes:
Botias,
pl*cos anões,
tetras,
ciclideos,
anabantídeos
e vivíparos.
-
Maus Primeiros
Peixes:
peixes vermelhos,
piranhas,
peixes faca,
peixes machado e
peixes lápis,
narizes de
elefante e mormirídeos em geral,
comedores de algas chineses,
tubarões bala,
tubarões
martelo,
peixes vidro,
pl*cos,
peixes
gato de bigodes,
peixes
gato de cauda vermelha,
enguias,
chandra
pintado,
peixes colorados,
peixes de água
salobra e
peixes de água salgada.
Introdução
Dado que
mesmo um pequeno conjunto de dados
técnicos pode tornar-se complicado de
assimilar por um principiante de
qualquer campo, o aquariofilista novato
poderá começar simplesmente por ler a
secção "Bons Primeiros Peixes".
Se
conhecer alguém familizarizado com as
lojas de animais na sua zona é
aconselhável pedir uma dicas sobre onde
comprar. De outra forma o principiante
deve procurar lojas que se especializem
em aquariofilia, quer exclusivamente
quer como parte principal do seu
negócio. Isso não é garantia, claro, mas
melhora as probabilidades de
encontrar uma boa loja.
Se, na
loja, não encontrar nenhum dos peixes
recomendados, o principiante deve evitar
comprar peixes que não conhece, mesmo
que recomendados pelos empregados da
loja. (Algumas lojas têm funcionários
muito conhecedores mas isso é excepção.
Irá demorar algum tempo antes que o novo
aquariofilista possa destinguir uma boa
loja de uma má loja ou um bom conselho
de um mau conselho). Se não encontrar os
peixes recomendados numa loja procure
outra ou tente encontrar mais informação
sobre peixes alternativos para
principiantes.
Assumindo que os peixes adequados podem
ser encontrados o principiante deve
examinar os espécimes cuidadosamente,
procurando barrigas metidas para dentro
ou inchadas, olhos metidos para dentro
ou inchados, barbatanas em mau estado,
respiração díficil (frequentemente com a
cobertura das guelras distendida) ou com
qualquer tipo de feridas e manchas no
corpo que possam indicar parasitas ou
doenças. Se os peixes estiverem
saudáveis o principiante deverá adquirir
poucos exemplares, dependendo do tamanho
do aquário. Um aquario de 75-85 litros
(normalmente com 70 cm de comprimento)
será um bom tamanho para principiantes,
suficientemente grande para manter as
condições da água razoavelmente estáveis
e suficientemente pequeno para não
assustar. Para este tamanho de aquário
um único peixe de 3 ou 4cm ou 3 ou 4
peixes mais pequenos é o máximo com que
se deve começar. (Se houverem mais
peixes a amónia gerada irá matar os
peixes. Porém, se a população for
aumentada gradualmente, isso não será
problema. Para compreender a introdução
espaçada de peixes, conhecida como
"fazer o ciclo", o iniciado deve ler
sobre o ciclo do azoto nos livros de
aquariofilia ou na secção do
CICLO DO AZOTO na FAQ .)
Um bom
peixe para principiante é aquele
facilmente alimentado e mantido,
resistente, capaz de viver em variados
tipos de água e atractivo. Existem
diversas espécies disponíveis no mercado
que apresentam estas características.
Muitos são mesmo regularmente vendidos
como sendo peixes de principiantes mas
atenção - existem também peixes
rotulados como sendo "de pricinpiantes"
não o são na realidade.
Muitos
dos pequenos peixes de cardume são
ideais como primeiros peixes, incluindo
Nuvem Branca (também chamado de falso
Neon), várias das espécies de Danios e
Rasboras e a maior parte das espécies de
Barbos. Para aqueles com aquários um
pouco maiores, os peixes arco-íris são
óptimos peixes de cardume. Os corydoras
também são populares como peixes de
cardume.
Embora
muitos aquariofilistas sejam tentados a
manter apenas um ou dois peixes de
cardume, isso deve ser evitado. Os
peixes de cardume perferem vários
exemplares da sua própria espécie com os
quais interagir. É recomendado um mínimo
de seis peixes de cada espécie para
peixes de de meia água e quatro para
corydoras. Um cardume de uma duzia de
peixes mostrando o seu comportamento
natural acaba por ser mais agradável que
uma mistura caótica de individuos,
forçados a partilhar o mesmo aquário.
("Mãe, porque é que aquele peixe está
escondido atrás do aquecedor e o outro
ali ao canto?").
Claro
que, como referido na introdução, a
população precisa de ser aumentada
devagar, com dois ou três peixes de cada
vez. O aquariofilista pode, por exemplo,
construir um cardume de oito rasboras de
uma certa espécie e depois contruir um
cardume de seis exemplares de uma
espécie de corydoras.
Nuvens
Brancas, Danios, Rasboras e Barbos são
todos peixes asiáticos aparentados com
as carpas. Todos pertencem à familia dos
ciprinideos. Nuvens Brancas, Danios,
Rasboras e Barbos são geralmente
pequenos, activos, resistentes e
coloridos.
-
Nuvem Branca (ou Néon Chin&ecric;s)
- Tanichthys albonubes
-
Proveniente das correntes de
montanha da China. Pode ser mantido
em aquários não aquecidos (mínimo de
15C). Alguns autores não aconselham
a colocar estes peixes em aquários
tropicais mas a verdade é que eles
também se dão bem em aquários
aquecidos, desde que a temperatura
não exceda os 25C. Podem ser
alimentados com flocos e desovam com
frequência mas os alvins nunca
aparecerão, se os pais forem
retirados para outro aquário. Os
Nuvem Branca são castanhos com cauda
vermelha e uma linha prateada
lateral que brilha com a luz.
Atingem os 4 cm.
-
Danios
-
Diversas espécies de Danio são
comuns nas lojas de animais,
incluindo o Danio Gigante - Danio
aequipinnatus, o Zebra -
Brachydanio rerio, o Zebra
Leopardo - Brachydanio frankei
e o Danio Pérola - Brachydanio
albolineatus. Este peixes são
nadadores rápidos e estão sempre em
movimento. Diferentes padrões de
marcas azuladas permitem distinguir
as espécies. A maior parte dos
Danios não cresce mais que 6 cm com
excepção dos Danios Gigantes que
podem chegar aos 10 cm.
-
Rasboras
- O
rasbora mais popular é o Rasbora
Arlequim - Rasbora heteromorpha.
Uma espécie muito parecida,
Rasbora espei, está também
disponível, assim como o Rasbora
Palhaço - Rasbora kalochroma
e o Cauda de Tesoura - Rasbora
trilineata. Laranja, castanho e
vermelho são cores habituais nos
Rasboras e o seu modo de nadar
"pára-arranca" torna-os
interessantes de observar em
cardume. Os Cauda de Tesoura podem
atingir os 18 cm e os Rasbora
Palhaço 10 cm enquanto os Arlequins
se ficam pelos 5 cm.
-
Barbos
- De
longe que o barbo mais
frequentemente visto e amaldiçoado é
o Barbo Tigre - Capoeta tetrazona.
Se não for mantido num cardume
grande da sua própria espécie morde
as barbatanas de outros peixes. Além
disso, como é criado em excesso e
com problemas de consanguinidade é
susceptível a doenças. Diversas
variedades de aquário estão
disponíveis (como o Barbo Tigre
Verde e o Barbo Tigre Albino) mas
estes são ainda menos saudáveis e
apresentam frequentemente
deformações.
Não
desista já dos barbos, porém. Muitos
são adequados como primeiros peixes,
especialmente para os aquários com
tamanhos moderados. Capoeta
titteya, O Barbo Cereja, é um
extraordinário pequeno barbo, até 5
cm de comprimento e com uma
maravilhosa cor vermelho alaranjada.
Barbos de tamanho médio (até 10 cm)
incluem o Barbo Palhaço -
Barbodes everetti, o Barbo
Rosado - Puntius conchonius,
e o barbo Listado - Puntius
nigrofasciatus. As variedades
artificiais do Barbo Rosado
(barbatanas longas, albino, etc.)
devem ser evitadas porque tendem a
ser menos saudáveis. Outros barbos
como o Capoeta oligolepis e o
Barbodes lateristriga são
maiores mas pacíficos. A menos que
tenha um aquário muito grande evite
os Barbos Tifoil- Barbodes
schwanefeldi. Em adultos podem
atingir os 30 cm!
Muitos barbos não formam cardumes
tão bem como Danios ou Rasboras mas
mesmo assim devem ser mantidos em
cardume.
Muitos autores colocam todas as
espécies de barbo referidas no
género "Barbus".
Os
corydoras são membros da family
"callichthyidae", isto é, são peixes
gato de armadura provenientes da América
do Sul. Os corydoras são pequenos
(geralmente 5 cm ou menos) e são peixes
de cardume, sempre procurando comida no
fundo do aquário. Existem pelo menos 140
espécies de peixes gato no género
Corydoras. Alguns são bastante
sensíveis e morrem rapidamente mesmo nas
mãos dos peritos. Os frágeis, porém,
raramente são vistos nas lojas e têm
preços elevados quando se encontram. Os
corydoras a preços razoáveis são
resistentes e podem sobreviver mesmo num
aquário com pouco oxigénio, dado que
engolem ar da superfície e absorvem o
oxigénio nos intestinos. Alguns
corydoras fáceis de encontrar são o
bronze Cory - C. aeneus, o C.
ambiacus, o leopardo - C. julii,
o C. arcuatus, o - C. metae
e o Panda C. panda.
Os
corydoras geralmente alimentam-se no
fundo do aquário e devem-se fornecer
comidas especiais que se afundam como os
comprimidos para peixes de fundo e
alimentos congelados. Deve-se tomar
cuidado para que toda a comida congelada
seja rapidamente ingerida conforme cai
no fundo. Não alimentar em excesso!
Os
arco-íris são peixes muito coloridos,
oriundos da Austrália, Nova Guiné e
Madagáscar. Como os ciprinideos, os
arco-íris são peixes de cardume e devem
ser mantidos em grupos de 6 ou mais. São
geralmente maiores, mais caros e mais
resistentes que a maior parte dos peixes
de cardume já referidos. Os peixes
arco-íris são fáceis de manter, são
activos e constituiem bons primeiros
peixes para quem quer experimentar algo
um pouco menos comum. Procure nas lojas
pelo Peixe Arco-iris Australiano -
Melanotaenia splendida, pelo
Boesemani - M. boesemani, pelo
Arco-Iris Turquesa - M. lacustris
e pelo Arco-Iris das Celebes -
Telmatherina ladigesi.
A secção
anterior referia-se a bons peixes para o
completo novato. Esta secção irá
discutir bons peixes para os
principiantes que já têm alguma
experiência ou que estão dispostos a
fazer uma pesquisa mais cuidadosa antes
de comprarem os peixes.
Muitos
dos peixes recomendados aqui são tão
resistentes, adaptáveis e fáceis de
manter como os da primeira secção.
Contudo, na primeira secção foi possível
recomendar grupos inteiros de peixes
dizendo apenas para se ter cuidado com
uma espécie ou duas. Aqui, porém, os
grupos estão bastante misturados com
muitas boas escolhas em conjunto com más
opções. Além disso, alguns dos peixes
desta secção são resistentes apenas se
certos requisitos especiais forem
satisfeitos. Se desejar manter com
sucesso estes peixes precisa de conhecer
exactamente que espécie manter e quais
são os seus requisitos particulares.
Para
quê preocupações? Se for um completo
noviço os "Bons Primeiros Peixes" irão
permitir-lhe "molhar os pés" com um
mínimo de risco. Porém, conforme ganhar
experiência, poderá decidir experimentar
outros peixes. Muitos são bastante
bonitos e/ou têm um comportamento
interessante, alguns aquariofilistas
ficam tão atraídos por eles que se
juntam a clubes especializados para
aprenderem mais.
Os botias
são peixes asiáticos de corpo alongado,
aparentados com os ciprinideos (barbos,
danios, etc) descritos acima. Como os
corydora, os botia têm uma boca voltada
para baixo e equipada com barbelas, uma
adaptação para se alimentarem no fundo
de lagos e correntes. Irão percorrer o
fundo do aquário comendo a comida
perdida pelos outros peixes. Deve
verificar se obtêm suficiente comida.
Comidas especiais para peixes de fundo
são uma necessidade.
Alguns
botias são sensíveis a um ciclo mal
feito, é por isso que são incluidos aqui
em vez da secção de Bons Primeiros
Peixes. Uma vez o aquário estabelecido e
quanto o principante tiver apreendido os
princípios de manutenção, os botia serão
excelentes adições às mais frequentes
populações de peixes.
Os
botias mais comuns são as cobras Kuhli -
Acanthophthalmus sp. Estes peixes
serpentiformes podem atingir os 12 cm.
São castanhos com faixas amarelas e
bastante tímidos, passando grande parte
do tempo enterrados no areão.
Outros
botias populares são os pertencentes ao
próprio género "botia": Botias Palhaço -
B. macracantha, Botias Yo-Yo -
B. lohachata, Botias Azuis - B.
modesta, B. horae, e B.
striata são frequentemente vistos no
hobby. Alguns destes, em particular os
Botia Palhaço e os Botia Azuis, podem
ficar muito grandes mas crescem
extremamente devagar e podem vivem em
pequenos aquários por vários anos. Os
botia são frequentemente mais felizes se
mantidos com alguns outros da sua
própria espécie. (NT: Isto é
particularmente verdade com o Botia
Palhaço, já o Botia Azul por vezes tem
comportamentos agressivos, entre si e
para os outros peixes).
Os
Botia Misgurnus fossilis e os
Verdemã Cobitis taenia devem ser
evitados. São espécies de água fria e
têm o infeliz hábito de saltar fora de
água, especialmente com a aproximação de
uma tempestade. (NT: Os verdemã são uma
espécie comum em Portugal e bons peixes
comunitários. Eu tenho-os mantido
durante anos. Em alguns richos do nosso
país, povoados de verdemãs, a água
ultrapassa os 35 C durante o verão,
portanto esta é uma espécie que pode
tolerar água mais quente. Dada a ampla
distribuição do Cobitis taenia, com
variedades e subespécies locais é muito
provável que os exemplares portugueses,
especialmente aqueles que têm de
aguentar o calor no interior do Alentejo
durante o verão, sejam mais adequados a
aquário que os do norte da Europa. De
qualquer modo é prudente manter uma
temperatura moderada no aquário, de
preferência não ultrapassando os 25 C.)
"Pleco"
(uma abreviatura do já não usado género
Plecostomus) é o termo comum para
peixes gato de boca em ventosa da
família Loricariidae. Como irá ser
mencionado na secção Maus Primeiros
Peixes, os plecos comuns (Hypostomus
sp.) são frequentemente vendidos
como bons limpadores de algas.
Infelizmente estes peixes crescem demais
para os aquários relativamente pequenos
da maior parte dos principiantes.
Algumas
espécies destes peixes gato, porém,
ficam suficientemente pequenos para
serem mantidos pelos principiantes. O
Pleco Palhaço do género Peckoltia
tem bandas transversais alternadas de
castanho claro escuro e castanho claro
ou amarelo e geralmente não ultrapassa
os 12 cm. O pleco "Bristlenose" do
género Ancistrus possui numerosos
barbilhos na cabeça, na área entre os
olhos e a boca. Os barbilhos são maiores
no macho, especialmente na altura da
reprodução. Os plecos "Bristlenose"
estão entre os poucos loricarideos que
se reproduzem no aquário.
Os
Otocinclus, frequente chamados apenas de
Otos, são os loricarideos mais pequenos
e irão limpar as algas das plantas sem
as danificar. Os otos por vezes morrem
pouco depois da compra, sem motivo
aparente mas os que passam o periodo
critico tornam-se peixes muito bons para
o aquário comunitário.
Embora
muitos peixes gato de boca em ventosa
realmente ajudem a manter o aquário
livre de muitos tipos comuns de algas, o
principiante não deve cometer o erro de
pensar nestes peixes simplesmente como
comedores de algas ou de detritos. Devem
ser alimentados com comidas especiais
para eles, como folhas de espinafre
escaldadas. Alguns fabricantes de comida
para peixe compreenderam que existe um
mercado de comida especial para Plecos e
agora vendem produtos como tabletes de
algas que se afundam no aquário. Estas
comidas devem ser colocadas à noite,
quando as luzes do aquário se apagam
dado que que a maior parte dos Plecos
ficam mais activos nessa altura e ficam
menos activos a maior parte dos peixes
que podem competir pela comida. Madeira
apropriada para aquário, sobre a forma
de troncos, côcos, etc, é também
importante para muitas espécies de
Plecos porque, raspando a madeira, obtém
um complemento de celulose de que
necessitam. Pela mesma razão, os Plecos
NUNCA devem ser mantidos em aquários de
madeira ou mesmo em aquários em acrílico
dado que podem raspar o material
danificando assim o aquário ou a eles
próprios (através da ingestão de toxinas
ou produtos não digeríveis).
Os
Plecos podem ser briguentos entre si e
podem ser incomodados por outros peixes
dada a sua natureza de movimentos
lentos. Deve fornecer uma gruta para
cada Pleco e territórios proporcionais
ao seu tamanho (cerca de 40 litros para
10 cm de peixe).
Como
muitos dos peixes na primeira secção, os
tetras são peixes de cardume e devem ser
mantidos em grupos de 6 ou mais
exemplares da mesma espécie. Os Tetras
são originários da América do Sul e
Central e de África. Em algumas regiões
da América do Sul a água é muito
desmineralizada (poucos sais
dissolvidos) e ácida. (Outra maneira de
dizer "ácida" é referir que tem um pH
baixo - um pH de 7 é considerado
neutral. Um ácido forte apresenta um pH
muito baixo. Líquidos com pH acima de 7
são considerados "básicos" ou
"alcalinos".)
A menos
que a água do aquário seja pouco
mineralizada e ácida esses tetras devem
ser evitados. Antes de comprar um tetra
sobre o qual não esteja certo, procure
informação sobre ele. Se precisar de um
pH abaixo de 6.5 você deve provavelmente
evitá-lo. Muitos aquariofilistas
principiantes são tentados a ajustar o
pH da sua água comprando pequenos
frascos com químicos na loja de animais.
Não ceda a esta tentação! A química da
água é uma coisa muito complexa e você
pode facilmente matar os peixes todos ao
tentar alterá-la.
Por
outro lado, se a sua água da torneira é
naturalmente pouco mineralizada e atinge
um pH ácido consistente então não
existem razões para não experimentar
alguns desses peixes.
Dois
tetras muito populares que precisam de
água pouco mineralizada e ácida são o
Néon - Paracheirodon innesi e o
Tetra Cardinal - Cheirodon axelrodi.
Estes peixes são muito atractivos, com
cores flurescentes vermelho e azul. A
linha vermelha nos Cardinais começa a
partir da cabeça enquanto no Néon começa
na zona da barriga. Porém a beleza é a
sua única vantagem. Além dos requisitos
de água o Néon tem a característica
negativa de ser quase sempre providente
de explorações na Ásia onde são criados
em números gigantescos, sem olhar à
qualidade. Além disso, nos tanques de
crscimento os peixes jovens são
encharcados em medicamentos. Esses
remédios mantém as doenças sob controlo
mas assim que os peixes são colocados no
mercado começam a ficar doentes.
Provavelmente menos que 1 em cada 10
néons vive mais de um mês após ser
removido do local onde cresceu. Além
disso, esses pequenos néons que se
compram por tuta e meia na loja podem
facilmente introduzir doenças capazes de
matar todos os peixes do aquário.
Os
Cardinais terão hipoteses maiores de não
morrer imediatamente mas provavelmente
não irão viver durante muito tempo no
seu aquário. São apanhados selvagens no
Brasil e talvez já tenham vivido a maior
parte da sua naturalmente curta vida
antes de você o comprar.
NT-
Embora este dados estejam, no geral,
correctos, convém acrescentar o
seguinte: O néon é um peixe resistente e
de vida longa, mesmo levando em conta
aquilo que tem que passar no Oriente,
incluindo não apenas crescer numa água
cheia de antibióticos que não estimulam
as defesas naturais e não eliminam à
partida os peixes menos saudáveis como
também as hormonas para se tornarem
maiores em adulto e crescerem mais
depressa (há quem diga que a designação
"néon extra" quer dizer "extra" na dose
de hormonas...). Apesar disso, se o néon
conseguir sobreviver nos primeiros
meses, não necessita de águas ácidas e
pouco mineralizadas, adaptando-se a pHs
até 7.8 e a mineralizações médias.
Nestas condições pode viver mais de 10
anos no aquário, tornando-se numa das
espécies de vida mais longa no hobby. Já
o cardinal tem obrigatoriamente que
viver em águas muito pouco mineralizadas
e ácidas ou morre passados poucos meses.
Os rins do cardinal não se adaptam à
água mineralizada, entrando rapidamente
em falha e acabando por causar a morte
do peixe. Embora de vida mais curta que
o néon, o cardinal pode viver bastantes
anos numa água adequada. A ideia que o
autor transmite de que os cardinais são
peixes de vida curta tem a ver com o
facto de a maioria dos aquariofilistas
não dispôr do tipo de água certo,
acabando o peixe por morrer.
Outros
Tetras que necessitam de águas ácidas
incluem o Néon Azul - Hyphessobrycon
simulans, o H. heterorhabdus,
o H. metae, o H. loretoensis,
o Megalamphodus megalopterus, e o
M. sweglesi.
E os
aquariofilistas que não têm água ácida?
Existem muitos tetras resistentes para
principiantes que não precisam de água
especial. Por exemplo o Gymnocorymbus
ternetzi, o Hemigrammus
erythrozonus, o Hyphessobrycon
callistus, o H. flammeus e a
Pristella - Pristella maxillaris.
Todos estes não crescerão mais que 5 cm.
Tetras um pouco maiores são tetra
Pinguim - Thayeria obliqua e o
aparentado Th. boehlkei, ambos
reconhecíves pela linha negra
longitudinal, começando na parte de
baixo da barbatana caudal, o Tetra
Diamante - Moenkhausia pittieri e
o bonito Tetra Imperador - N. palmeri,
com a sua cauda em tridente. Finalmente,
o único tetra africano frequentemente
visto, o Tetra do Congo -
Phenacogrammus interruptus, um
bonito peixes que cresce até 10 cm.
Os
ciclideos, membros da familia cichlidae,
provém da América Central, da América do
Sul e de África, com algumas espécies
encontradas em Madagáscar, no Médio
Oriente e na Ásia. Os ciclideos não são
parecidos com nenhum dos peixes que
referimos até agora. Estão aparentados e
parecem-se com percas, em particular a
Perca-do-Sul dos Estados Unidos. (NT-
Também comum nas barragens e rios
portugueses.) Os ciclideos colocam
quatro grandes problemas: (1) alguns
precisam de água especial (2) alguns têm
dieta especializadas (3) alguns ficma
bastante grandes (os maiores podem ter
quase um metro) (4) todos são
territoriais.
Mais um
vez, para quê precuparmo-nos e porque
não manter simplesmente os outros
peixes? Porque, para aqueles dispostos a
correr o risco, as recompensas podem ser
grandes. Se algum peixe pode ser
referido como inteligente então esse
peixe é um ciclideo. Eles denotam essa
inteligência nas suas actividades
diárias assim como no acasalamento,
reprodução e criação dos filhos. Todos
os peixes mencionados previamente pôem
ovos e ignoram-nos depois, ou comem-nos!
Os ciclideos, por outro lado, tomam
conta dos ovos e dos filhos. Diz-se que
a visão mais satisfatória que
aquariofilista tem é ver um casal de
ciclideos conduzindo a sua ninhada de
peixinhos pelo aquário, sempre
vigilantes e protejendo-os dos perigos.
Mesmo que os seus ciclideos nunca
reproduzam eles reagirão com facilidade
ao dono e talvez a outros peixes. Alguns
ciclideos podem tornar-se numa mascote,
como um cão oou um gato, com mais
facilidade do que você pode imaginar.
Se
decidir aceitar o desafio dos ciclideos,
escolher os peixes pode ser difícil.
Alguns podem ser adicionados ao aquário
comunitário e irão dar-se bem com os
peixes de cardume anteriormente
referidos. Estes incluem os curviceps -
Aequidens (actualmente
Laetacara) curviceps,
Aequidens (também actualmente
Laetacara) dorsiger e os
menos frequentemente vistos Nannacara
anomala, todos da América do Sul. Na
África Ocidental existe também o
Anomalochromis thomasi. Ao contrário
dos ciclideos monstruosos, estes peixes
ficam pequenos (8 cm é um adulto de bom
tamanho) e são relativamente pacíficos.
Dois ou três podem ser colocados num
aquário de 40 litros e deverão todos
acabar por encontrar locais onde viver
desque existiram pedras e outros
esconderijos no aquário.
Ciclideos anões não recomendados mas
frequentes são os Ramirezi -
Papiliochromis (alguns livros
indicam Microgeophagus ou
Apistogramma) ramirezi,
Apistogramas - Apistogramma sp. e
o Dicrossus filamentosus
(referido como Crenicara filamentosa
em certos livros). Estes peixes variam
na sua dificuldade de manutenção no
aquário mas todos devem ser evitados por
principiantes.
Maronis
- Aequidens (ou Cleithracara)
maronii, Festivums -
Cichlasoma (ou Mesonauta)
festivus, e escalares -
Pterophyllum scalare podem ser bons
peixes para iniciados mas apenas se
elementos saudáveis poderem ser
encontrados, o que não é fácil. Por essa
razão pequenos maronis e festivum não
devem ser comprados. Os adultos dessas
duas espécies são geralmente melhores
escolhas. Ainda assim deve olhar
cuidadosamente para o peixe e não o
comprar até terem passado pelo menos uma
semana na loja. Igualmente, no caso dos
muitos populares escalares é preciso
ser-se cuidadoso. Antes de comprar
pergunte ao vendedor de onde vêm os
escalares. Se o vendedor não souber, não
lhe disser ou referir que vêm do
distribuidor (e quem sabe de onde, antes
disso?) não os compre. Se o vendedor lhe
disser que vêm de um criador local você
terá pelo menos uma hipotese de obter um
peixe saudável. Além disso os escalares
devem ser mantidos em aquários mais
altos e compridos que um aquário de 40
litros. Os maroni, festivum e escalares
são todos peixes tímidos a que deve ser
fornecido zonas onde se abrigarem,
preferencialmente sob a forma de um
aquário bem plantado.
Os
discus, como os escalares, precisam de
aquários mais altos e mais compridos que
um espaço de 40 litros. Só que as suas
necessidades não acabam aí, porém. Os
principiantes devem manter-se longe
desses peixes exigentes.
Por
outro lado, uma muito boa escolha,
especialmente para aqueles que têm um
aquário de 80 litros ou superior, é o
Jurupari" - Satanoperca leucosticta
(também referido no hobby como
Geophagus jurupari). Fica grande
(até 30 cm) mas cresce muito devagar e
pode ainda ter menos de 15 cm com vários
de anos de idade. É um ciclideo muito
pacífico que ajudará a limpar o aquário
aspirando através do areão à procura de
comida perdida. Um peixe similar,
Geophagus surinamensis, é também uma
boa escolha.
Kribensis - Pelvicachromis pulcher
é um ciclideo da África Ocidental muito
comum que se dará bem com os peixes de
cardume e que deve ser mantido num
aquário de 80 litros ou superior. Os
machos crescem até 10 cm e as fêmeas
ficam um pouco mais pequenas.
A maior
parte dos restantes ciclideos são ou
muito agressivos ou crescem demasiado.
Por exemplo, o muito popular Oscar -
Astronotus ocellatus cresce
rapidamente até mais de 30 cm, é um
peixívoro oportunista, além de destruir
plantas e muita da decoração do aquário.
Se o aquariofilista estiver realmente
interessado em manter mais ciclideos
deve estar preparado para montar um
aquário dedicado (e provavelmente
maior), além de ler bastante sobre estes
peixes antes de os comprar.
Os
anabantídeos são outro grupo de peixes
muito diferentes daqueles que já foram
discutidos. Com um parentesco distante
com ciclideos e percas os anabantídeos
são encontrados em África e na Ásia. Os
membros das familias Anabantidae,
Belontiidae, Helostomatidae e
Osphronemidae são também referidos por
serem "Peixes Labirinto". Isto é
motivado por um orgão especial, o
labirinto, é um conjunto de túneis
próximo das gelras do peixe. Os peixes
labirinto engolem ar na superfície da
água e absorvem-no através do labirinto,
permitindo-lhes sobreviver em água com
oxigénio insuficiente para peixes que
apenas respiram por guelras. Alguns
anabantídeos podem sobreviver várias
horas fora de água, respirando apenas
pelo labirinto, desde que se mantenham
húmidos. A Anabas testudineus,
conhecida pelo nome de Perca Trepadora,
é referida como sendo capaz de trepar a
árvores e de viver fora de água por um
ou dois dias.
Além de
fornecer aos aquariofilistas escolhas
adicionais para o aquário comunitário
alguns anabantídeos conseguem resistir a
temperaturas mais frias e podem ser
mantidos em aquários não aquecidos, além
disso, devido à sua capacidade de
sobreviver em água com pouco oxigénio,
podem ser mantidos em aquário muito
pequenos e sem filtragem. Por outro lado
alguns anabantídeos ficam muito grandes
ou, particularmente os machos de certas
espécies, são muito territoriais.
Reproduzir anabantídeos pode ser muito
agradáel. Algumas espécies constroiem
ninhos de bolhas nas quais colocam os
seus ovos enquanto outras, como alguns
ciclideos, são incubadores bocais.
O
anabantídeo mais comum é provavelmente o
betta ou peixe combatente (geralmente
considerado da espécie Betta
splendens mas que é provalvelmente o
resultado do cruzamento com outras
espécies) Variedades conseguidas
artificialmente e disponíveis no mercado
apresentam cores como o vermelho, o
azul, o verde, o púrpura e muitas
outras. Os macho foram selecionados para
ter barbatanas muito compridas e pode-se
encontar caudas duplas em ambos os
sexos. O betta é geralmente uma má
escolha para aquário comunitário por
duas razões. Primeiro porque são muito
territoriais. A agressão é maior entre
dois machos mas pode ser digirida para
qualquer peixe que o betta considerar
parecido com outro macho betta. Em
segundo lugar porque os betta são alvo
fácil para peixes rápidos, como barbos.
Os betta podem ser mantidos sozinhos em
pequenos aquários e sem filtragem, desde
que se façam frequentes mudanças de
água. Porém, precisam de calor e são
sensíveis a mudanças de temperatura,
portanto será necessário aquecimento se
a temperatura da sala descer abaixo dos
24 C. Além disso, devido à reprodução
massiva, muitos betta são pouco
saudáveis. Um macho pode atingir os 7.5
cm, as fêmeas ficam mais pequenas.
Uma
escolha melhor para ser mantido sozinho
num aquário pequeno é o Peixe do Paraíso
- Macropodus opercularis. Estes
peixes são muito mais resistentes que os
betta e podem suportar temperaturas tão
baixas como 15 C. (NT- Tenho mantido
durante vários anos peixes do paraíso no
meu lago de jardim, em Almada. A água
chega a descer até aos 8 C nos dias mais
frios de inverno e mas os peixes do
paraíso resistem.) Os peixes do paraíso
atingem os 12 cm de comprimento.
Outro
anabantídeo muito comum é o Gourami Azul
- Trichogaster trichopterus.
Gouramis doirados, prateados ou mármore
são também comuns e são simplesmente
variedades artificais do Gourami Azul.
Este peixe pode atinguir os 15 cm. Não
são tão agressivos como os bettas ou os
peixes do paraíso mas mais que um peixes
num aquário pequeno pode conduzir a
persiguições constantes ou mesmo a
mortes. Irão dar-se bem em aquários com
peixes de cardume grandes. Espécies
semelhantes, embora um pouco mais
pequenas incluem o Colisa fasciata,
o Colisa labiosa, o menos
agressivo Gourami Pérola -
Trichogaster leeri e o T.
microlepis. O beijador -
Helostoma temmincki atinge os 20 cm
mas é um bom peixe para principiantes
com aquários grandes. (NT- Alguns
autores consideram este peixe muito
frágil). É pacífico, embora os machos
concorram uns com outros pressionando os
lábios e empurrando, é o chamado
"beijo", do qual o nome do peixe deriva.
A maior parte dos beijadores do mercado
é da variedade cor de rosa.
Os
pequenos gouramis que apenas atingem os
5 cm e são também comuns. Estes incluem
o Colisa lalia, o C. chuna
e o Colisa Pôr do Sol (provavelmente um
cruzamento entre C. lalia eC.
chuna). Em teoria, todos estes
peixes serão bons para o aquário
comunitário. Na prática estes peixes são
frequentemente vítimas da reprodução
massiva no Extremo Oriente (como outros
peixes já descritos) e muitos são mesmo
tratados com hormonas antes de vendidos
para os fazer parecer mais bonitos nos
aquários das lojas. Uma boa regra é, "se
um peixe parece demasiado bonito para
ser verdade, comparado com peixes que já
conhecemos da mesma espécie, então
provavelmente foi adulterado".
Embora
difíceis de encontrar, anabantídeos que
têm menos interferência humana na sua
reprodução são geralmente melhores
escolhas. Procure por exemplo o betta
incubador bocal - Betta pugnax, o
Parosphromenus deissneri, o
Pseudosphromenus cupanus o
Trichopsis vittatus, e o T.
pumilus, cujos tamanhos variam entre
2.5 cm e 10 cm. Não compre os Gouramis
Chocolate - Sphaerichthys
osphromenoides, são peixe muito
frágeis ou o Gourami Gigante
Osphronemus spp. que atinge mais de
60 cm.
A familia
Poeciliidae inclui Guppies, Mollies,
Platies e muitos outros peixes. Embora
estes peixes sejam frequentemente vistos
como peixes de principiante foram
intencionalmente deixados para o fim.
Estes peixes são muito vendidos a
principiantes porque são baratos,
coloridos e têm uma reputação entre não
aquariofilistas ou entre pretensos
aquariofilistas de serem peixes fáceis.
Porém, não são um peixe de pricipiante.
Muitos vivíparos exigem um nível alto de
sal na água para se manterem saudáveis,
tornando-os incompatíveis com outros
peixes de aquário. Além disso os
vivíparos são frequentemente
reproduzidos em excesso, sem
preocupações de consanguinidade ou
outras que não sejam o aspecto,
resultando em em peixes muito menos
saudáveis que gerações anteriores.
Alguns nem sequer se conseguem
reproduzir sem intervenção humana.
Finalmente, devido ao seu muito baixo
preço de mercado, são geralmente mal
cuidados, sem preocupações de
quarentena, podendo transportar doenças.
Os
Poecilia, como também são chamados, são
provenientes principalmente da América
Central, embora alguns venham da América
do Sul. O termo "vivíparos" é usado por
oposição a "ovíparos". Os ovos, porém,
são fertilizados no interior da fêmea
emergindo o peixe após a eclosão, pelo
que o termo biológico correcto será
"ovovivíparo". Existem vivíparos noutras
famílias de peixes nos quais os detalhes
de reprodução variam.
O bem
conhecido Guppy pode ser encontrado em
diversas cores e com nada mais nada
menos que doze diferentes variedades
artificais no formato da cauda. Também
disponíveis (nos Estados Unidos)
encontram-se o mais próximo que se pode
encontrar de guppies selvagens -
Poecilia reticulata: os "guppies
para alimentação de outros peixes" que
não são selecionados pela cor. Os tipos
de guppy mais sofisticados tendem a ser
frágeis e os guppies comuns transportam
com frequência doenças. Os guppies devem
ser mantidos com pelo menos uma colher
de chá de sal para 15 litros de água.
Mollies
comuns são a molly negra (que é derivada
da Poecilia sphenops) e a molly
veleiro - Poecilia velifera (das
quais existem diversas variedades de
cor). As mollies negras precisam de pelo
menos uma colher de chá de sal para cada
15 litros para as manter saudáveis e
prevenir o aparecimento de ictio (Ichthyophthirius
multifiliis, um parasita comum em
aquário). As molly veleiro precisam de
pelo menos três vezes esta quantidade de
sal. As molly veleiro crescem até 15 cm
e as Negras ficam-se pelos 7 cm.
Muito
aprentados são os espadas Xiphophorus
helleri e os platies -
Xiphophorus maculatus, são também
peixes muito populares. Existe um grande
conjunto de cores e variedades
disponíveis. Estes peixes precisam de
pelo menos uma colher de chá de sal para
cada 15 litros de água para ser
saudáveis. Algumas variedades são muito
susceptíveis a certas doenças (Os espada
tuxedo têm frequentemente tumores, por
exemplo) e, conforme se passa com tantos
outros peixes, os peixes de coloração
mais próxima da natural são geralmente a
melhor aposta. Os "Espadas Verdes" (que
são na verdade multi-coloridos) são a
coloração natural do X. helleri
mas infelizmente as variedades selvagens
dos platies não são frequentes. Só o
Xiphophorus variatus é por vezes
encontrado na sua coloração natural.
Já
discutimos diversas más escolhas para
principiantes, em conjunto com os seus
mais desejáveis primos. Aqui se
apresentam outros peixes que são
frequentes nas lojas e sobre os quais
convém avisar o principiante. Muitos
destes peixes são bons para
aquariofilistas avançados enquanto
outros nunca serão bons peixes de
aquário e deveriam ser excluidos do
hobby. Outros até são bons peixes para
principiantes bem informados, apenas é
necessário saber em que se está a meter
antes de os comprar por impulso e os
largar no aquário comunitário.
Os peixes
vermelhos são dos peixes mais comuns. O
peixe vermelho mais comum, vendido como
peixe para alimentação de outros peixes,
está geralmente cheio de doenças e
parasitas que os podem matar ou aos
outros peixes que partilhanm o aquário.
As variedades mais vistosas,
selecionadas durante séculos para
atingir aparências pouco naturais estão
sujeitas a problemas relacionadas com as
suas anormalidades.
Todos
os peixes vermelhos são de água fria e
não se dão bem nos níveis mais baixos de
oxigénio dos aquários tropicais,
portanto não devem viver em conjunto com
espécies tropicais.
As
piranhas estão entre os mais abusados de
todos os peixes de aquário. Elas são
frequentemente compradas para observar
os seus lendários hábitos de
alimentação. Como mencionado acima, os
peixes para alimentação frequentemente
transportam doenças e parasitas e podem
infectar as piranhas. Além disso uma
dieta regular de peixes pode ser
bastante dispendiosa.
As
piranhas são peixes de cardume e são
geralmente tímidas e susceptíveis de
stress quando mantidas como único
exemplar. Infelizmente elas também
crescem muito (muitas espécies
ultrapassam os 30 cm), portanto a maior
parte dos principantes não têm espaço
para hospedar mais do que uma única
piranha. Se existir espaço suficiente
para manter várias piranhas devem ser
muito bem alimentadas ou voltar-se-ão
umas contra as outras, matando-se e
canibalizando-se.
Existem
várias famílias de peixes, da América do
Sul, África e Ásia que são referidas
como peixes-faca. Muitas espécies ficam
muito grandes, algumas próximo de um
metro embora outras espécies menos
atractivas ptenham apenas 20 cm. Todas
são predadoras nocturnas, um facto que o
principiante deveria conhecer antes de
os outros peixes começarem
"misteriosamente" a desaparecer do
aquário.
De alguma
forma aparentados com os tetras, os
peixes-machado (família
Gasteropelecidae) e os peixes-lápis
(género Nannostomus) são
caracideos da América. Muitos deles
precisam de água pouco mineralizada e
todos são frágeis. Os peixes-machado têm
ainda a desvantagem de se lançarem para
fora do aquário, saltando para a morte.
Peixes
ainda mais frágeis são os
peixes-elefante - Gnathonemus petersi,
os Petrocephalus bovei e outros
da familia Mormyridae. São peixes que se
alimentam durante a noite e difícies de
manter de manter no aquário.
Os
comedores de algas chinesas -
Gyrinocheilus aymonieri, também
chamados de limpa-vidros, são
frequentemente introduzidos no aquário
para realizar aquilo que o seu nome
sugere - comer algas. São geralmente
encontrados em tamanho pequeno e muitos
morrem pouco tempo após a compra. Se
sobreviverem, porém, ficam muito grandes
(até 30 cm) e começam a preferir raspar
os lados dos peixes de movimento lento
(tornando-os susceptíveis de infecções)
a comer algas. (NT- Este é um peixe
polémico. É, dos peixes fáceis de
encontrar no mercado, o melhor comedor
de algas. Um só limpa-vidros é capaz de
acabar com infestações de certos tipos
de algas em poucos dias. Quando o peixe
ultrapassa os 7-8 cm ou quando é bem
alimentado deixa de comer algas. Além
disso, quando cresce, torna-se
agressivo. Porém, um só peixe que custa
poucas centenas de escudos pode manter o
aquário livre de algas durante um ano,
depois convém que seja devolvido à loja
ou trocado por outro mais pequeno. )
Não é um
tubarão mas sim um ciprinideo
(aparentado com as carpas). Os tubarões
bala - Balantiocheilus melanopterus
rapidamente ficam demasiado grandes para
a maior parte dos aquário. Podem atingir
os 30 cm.
Não
aparentado com os tubarões bala ou com
os verdadeiros tubarões, o Tubarão
Martelo - Pangasius sutchi é na
verdade um peixe gato. Cresce até quase
um metro e tende a ferir o nariz conta o
vidro do aquário.
Outro
peixe gato a evitar é o peixe gato vidro
- Kryptopterus bicirrhis. Embora
fique suficientemente pequeno para ser
um peixes de aquário (até 15 cm) é muito
frágil e não deve ser comprado por
principiantes.
Os peixes
gato de boca em ventosa do género
Hypostomus são frequentemente
vendidos nas lojas como limpadores de
algas. A maior parte dessas espécies
atinge os 24 cm. Alguns dos plecos mais
bonitos, como o Dasyloricaria
filamentosa e a Farlowella
gracilis são espécies frágeis.
Os peixes
gato não têm longos bigodes só para
ficarem bonitos. Esses bigodes muito
longos ajudam-nos a procurar a comida -
outros peixes! Além de comerem todos os
peixes mais pequenos que metade do seu
tamanho muitos peixes gato piscivoros
(comedores de peixe) irão crescer
demasiado. Uma das espécies comuns, o
Pimelodus pictus atinge 25 cm
enquanto outras espécies podem
ultrapassar os 60 cm.
O peixe
gato de cauda vermelha -
Phractocephalus hemiliopterus é um
predador particularmente grande. Tem um
corpo escuro com uma risca horizontal
branca e uma cauda vermelha
fornecendo-lhe uma aparência atractiva.
Em adulto pode ultrapassar um metro e
vinte centimetros e a sua boca é
correspondente ao corpo. Chegam a
tornar-se mesmo demasiado grandes para
alguns aquários públicos, para já não
falar dos aquários caseiros.
As enguias
(família Mastacembelidae) são peixes
agressivos, podendo ultrapassar os 90
cm. Algumas espécies podem ficar
pequenas (uma delas tem menos de 12 cm)
mas todas são propensas a terem
parasitas internos.
Os
chandras pintados são chandras vulgares
- Chanda ranga mas foram
"pintados" com corantes químicos. Este
procedimento adiciona um pedaço
temporário de cor artificial (que
desaparece com o tempo) e afecta o peixe
tornando-o mais propenso a doenças e
parasitas. Este peixe precisa de pelo
menos uma colher de chá de sal por cada
4 litros de água.
Enquanto
os chandra pintados foram durante muito
tempo os únicos peixes a serem "corados"
por criadores pouco escrupulosos, nos
últimos anos apareceram diversos outros
peixes sujeitos a este abuso. Por
exemplo, a variedade albina do
Gymnocorymbus ternetzi e alguns
botia. Se não estiver seguro se o peixe
é corado ou não então pergunte ao
fornecedor.
Alguns
peixes já mencionados, como mollies e
peixes-vidro provêm de águas salobras -
embora o termo ainda não tivesse sido
utilizado. A água salobra é o estado
intermédio entre a água doce de rios e
lagos e a água salgada dos oceanos. Água
salobra é encontrada em golfos, deltas e
lagoas assim como em lagos e rios. Dado
que os peixes de água salobra precisam
de tanto sal na água, não se tornam
compatíveis com a maior parte dos peixes
de aquário. Além disso os peixes de água
salobra geralmente precisam de mais
espaço por peixe para se manterem
saudáveis. Alguns de peixes de água
salobra frequentes são os
Monodactylus, os peixes arqueiros -
Toxotes sp., os Scatophagus
e muitas espécies de peixes-balão
(família Tetraodontidae).
Se a água
salobra deve ser evitada por
principiantes então ainda mais a água
salgada. As cores dos peixes de água
salgada são atractivas mas geralmente
para principiantes são muito mais
difíceis de manter vivos que os de água
doce.
Conclusão
Existem
milhares de espécies de peixes adequados
para aquário de um leque de de famílias
não incluidas aqui. Esta FAQ não
pretende ser exaustiva. Os killifish
(peixes da família Cyprinodontidae), por
exemplo, são populares entre muito
aquariofilistas avançados mas pouco
frequentes entre os principiantes. Isto
não significa que sejam desaconselhados.
De facto alguns deles serão bons
segundos peixes. A razão é porque
raramente são encontrados nas lojas de
animais.
Para
opções de bons peixes para principiantes
além das listadas aqui tem que se
ultrapassar o nível de novato e
encontrar boas fontes de informação,
como clubes de aquariofilia e amigos que
também sejam aquariofilistas, assim como
os livros e revistas. Em qualquer nível
de experiência o aquariofilista
verificará que boas fontes de informação
valem bem o tempo e/ou o dinheiro que é
preciso para as obter.
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