Plantas
Aquáticas -
Perguntas e
Respostas
As respostas
às vossas
perguntas estão
distribuídas
pelos seguintes
tópicos:
"O que é
absolutamente
necessário para
ter e manter
plantas?"
O sucesso no
crescimento das
plantas resulta
de um equilíbrio
entre os
seguintes
factores: luz,
nutrientes,
oligoelementos e
dióxido de
carbono. A luz
deve ser
fornecida num
espectro que as
plantas
absorvam, com
grande
intensidade para
manter as
plantas vivas
(fotossíntese) e
com uma duração
de 10-14 h/dia.
Os nutrientes
são fornecidos
pelos dejectos
dos peixes.
Alguns dos
oligoelementos
podem já estar
incluídos na
água que se
deita no
aquário, mas
deve-se usar um
dos produtos de
mistura
existentes no
mercado. O CO2
é parcialmente
obtido do ar e
dos peixes mas
pode ser
reforçado
injectando-o a
partir de uma
fonte exterior
(por exemplo uma
garrafa desse
gás comprimido).
Se as plantas
tiverem falta de
um destes
factores, o seu
crescimento será
limitado. (Não
entre em pânico
por causa disso,
muitos de nós
nem precisamos
de um
crescimento
abundante de
plantas). Por
outro lado, o
valor acrescido
de um dos
factores sobre
os outros, pode
causar problemas
como uma
deficiente
alimentação das
plantas,
crescimento
indesejável de
algas e até do
nível tóxico da
água. Cada um
desses factores
será discutido
em pormenor nas
secções
seguintes.
"O meu amigo
tem plantas
bonitas e
abundantes e não
usa
fertilizantes ou
CO2.
São realmente
necessários?"
A resposta
imediata é não.
É perfeitamente
possível fazer
crescer plantas
só com o
equipamento
básico do
aquário,
deixando à sorte
ou aprendendo
com os erros.
Isso implica
ligeiras
alterações do
equipamento e
das práticas
usuais de
aquariofilia.
Conhecimentos
tecnológicos
mais
desenvolvidos de
controlo de cada
um dos quatro
factores podem,
no entanto,
evitar o
trabalho das
tentativas e os
riscos
inerentes.
Devemos também
considerar que o
termo bonito é
subjectivo
também aqui.
Muitos
aficcionados
obtêm grande
sucesso com
plantas "fáceis"
sem equipamento
especial e o
efeito é bonito.
Mas não se podem
fazer
comparações
entre as
práticas de
amador com as de
um conhecedor
capaz de criar
uma grande
variedade de
plantas.
As novas plantas
podem ser
portadoras de
caracóis, de
algas e de
doenças. Uma
desinfecção
prévia ajuda a
reduzir a sua
propagação ao
aquário e/ou
pode ser usada
para remover
algas de plantas
já existentes.
Há que ter em
atenção o perigo
de se destruir a
própria planta.
Existem alguns
métodos
populares:
- A
imersão numa
solução de
permanganato
de potássio
durante 10
min;
recomenda-se
a utilização
deste
desinfectante
já diluído
em produtos
de marca
conceituada.
O
permanganato
é
particularmente
activo na
eliminação
de bactérias
incluindo as
patogénicas.
- Uma
imersão de 2
dias numa
solução de 1
colher de
chá de
alúmen para
4 lit. de
água; é
particularmente
indicada
para matar
os caracóis
e os seus
ovos.
- Se as
plantas
forem
mantidas num
aquário sem
peixes
durante 3
semanas,
parasitas
como o íctio
e o veludo
morrem por
falta de
hospedeiros.
- A
imersão numa
solução de
lixívia a
1/19: 2
minutos para
plantas de
haste, 3
minutos para
plantas mais
robustas.
Depois dessa
imersão é
necessário
todo o
cuidado para
remover
quaisquer
vestígios de
cloro por
lavagens
sucessivas e
o uso de um
desclorizante.
Este método
pode matar
as plantas,
portanto só
deve ser
usado como
último
recurso.
(Ver na secção
ALGAS da
FAQ-DOENÇAS mais
soluções para
prevenção de
algas e na
secção CARACÓIS
das mesmas FAQ
outros métodos
de combate aos
caracóis).
"Devo deixar
as novas plantas
no vaso?"
Muitas das
plantas
aquáticas são
vendidas em
pequenos vasos
com lã de rocha.
Plantas com
raizes delicadas
como as
Cryptocorynas
e Anubias
devem ser
mantidas nos
vasos,
especialmente se
pretendemos
mudá-las de
posição dentro
do aquário.
Desse modo
evita-se o
choque devido à
transplantação;
se assim não for
as plantas levam
tempo a
adaptar-se ao
novo substrato.
Também se podem
colocar os vasos
sob o areão e
outros
aquariofilistas
cortam o vaso e
deixam a planta
com a lã do vaso
enterrada no
areão.
"Que
espécies de
plantas posso
ter com o peixe
'x'?"
"Que espécies de
peixes posso ter
com a planta
'x'?"
Essencialmente a
questão é a
mesma, embora
com a segunda
pergunta você
mostre
preocupar-se
mais com as
plantas. É
preciso saber
ligar os hábitos
do peixe com a
planta. Os
grandes
ciclídeos que
gostam de
escavar, não
devem ser
colocados em
aquários com
plantas de raiz
mas sim com
plantas
flutuantes. Os
peixes
vegetarianos não
devem ser
colocados com
plantas que eles
comam, a menos
que o
crescimento das
plantas seja
mais rápido do
que a destruição
que eles
provocam! Pode
acontecer também
que alguns
peixes comedores
de algas
sejam também
comedores de
plantas. De um
modo geral,
deve-se estudar
os hábitos dos
peixes e as
características
das plantas
antes da compra
ser feita.
Devemos também
estar preparados
para aprender
com a
experiência dada
por várias
tentativas.
Alguns peixes
podem ser
mantidos com
todas
virtualmente
todas as
plantas:
Pequenos tetras,
danios,
rasboras,
gouramis,
discus, bettas,
escalares,
peixes arco-íris,
Corydoras,
Vivíparos,
killifish,
Ciclídeos Anões,
e de um modo
geral a maioria
dos peixes
pequenos.
"Que luz vou
precisar?"
A regra geral é
0.5 a 1 Watt de
luz fluorescente
por litro de
água para um
aquário de
altura normal
(menos de 60
cm). Na
realidade a
solução não é
assim tão fácil,
porque depende
de factores como
a quantidade de
algas e de
partículas na
água e nas
paredes de
vidro, tipo de
reflector e da
sua distância à
superfície da
água. Para
começar utilize
esta regra mas
fique preparado
para adicionar
mais luz depois.
Para plantas
que requerem de
luz média a
intensa, muitos
aficionados
descobrem que
precisam pelo
menos de dois
tubos
fluorescentes a
todo o
comprimento dos
aquários.
Podem-se
encontrar mais
pormenores na
secção da
LUZ.
"Posso ter
plantas com uma
simples
lâmpada?"
Sim, embora
fique limitado
às plantas de
luz fraca que
terão um
crescimento
muito lento. Por
exemplo,
Feto de Java,
Anubias,
Cryptocorynes,
Ceraropteris
e
Musgo de Java.
Algumas destas
plantas,
nomeadamente as
Cryptocorynas,
na verdade até
preferem pouca
luz. Devemos
também mencionar
que há quem
tenha a sorte de
manter com pouca
luz, plantas que
requerem mais
luz, mas as
probabilidades
são que o seu
crescimento seja
muito lento e
pouco viçoso.
"Que tipo de
lâmpada devo
usar?"
Primeiro e acima
de tudo, não
usar lâmpadas
incandescentes,
porque dissipam
demasiado calor
e não dão luz
suficiente. Os
tubos
fluorescentes de
espectro
completo são os
ideais porque
duplicam o
espectro solar.
Estes tubos
(Vitalite,
Spectralite) são
os melhores, mas
pode-se
considerar como
alternativa
válida e menos
dispendiosa, os
tubos
fluorescentes
(Chroma-50,
Design-50); mais
baratos ainda,
os tubos para
plantas são
também bons e
podem realçar as
cores dos
peixes. Lâmpadas
como a Triton ou
Tri-lux são um
pouco mais
potentes mas
também mais
dispendiosas que
as lâmpadas de
espectro
completo. As
lâmpadas de topo
de gama com
reflectores
internos
(BioLume) são
demasiado caras
e
desnecessárias.
Existem outros
tubos, mas
devem-se evitar
os tubos de luz
branca e
"aquarilux",
embora muitos
aficcionados os
usem combinados
com tubos para
plantas.
"O que é o
T-8?"
A designação T-8
refere-se
usualmente aos
tubos
fluorescentes de
alto rendimento
que se instalam
nos edifícios de
modernos
escritórios, em
oposição aos
T-12 que são os
tubos
fluorescentes
normais. A sua
utilização
tem-se divulgado
entre os
cultivadores de
plantas
aquáticas,
porque são
económicos, de
longa duração e
baixo consumo.
Distinguem-se
dos T-12 em três
pontos: 1- o
diâmetro (que é
o significado
literal da
designação T-8 =
8/8
pol.(20,3/20,3
cm) em oposição
ao T-12 = 12/8
pol. (30,8/20,3
cm); 2- a
potência (123,2
cm - 32 W, 92,4
cm - 25 W; 61,6
cm - 17 W; 3- as
suas referências
(FO-32,
FF32-SPX, etc.,
conforme o
fabricante). Os
T-8 usam também
um tipo de
balastro
diferente
portanto não se
podem trocar
pelos vulgares
T-12.
NT- As
dimensões e
tipos de tubos
fluorescentes
acima indicadas
referem-se a
marcas e medidas
usuais nos EUA.
No mercado
europeu os tubos
tem outras
dimensões
normalizadas.
"As lâmpadas
de iodetos
metálicos (MH -
Metal Halide)
são melhores do
que as
fluorescentes?"
As lâmpadas de
iodetos
metálicos (MH)
são vulgarmente
utilizadas na
iluminação de
campos de
futebol, mas, no
nosso hobby, há
quem as use por
aquariofilistas
de recife ou por
fanáticos
entusisastas por
plantas,
requerendo
grande
intensidade de
luz. Os
reflectores de
ideotos
metálicos são
muito mais
dispendiosas do
que os
fluorescentes.
As lâmpadas
duram mais e
fornecem
iluminação mais
eficiente e
brilhante
(tipicamente
175-200 watts
por lâmpada) mas
também geram um
correspondente
nível mais alto
de calor. Alguns
aquariofilistas
apreciam o
efeito de foco e
sombras
produzido pelas
lâmpadas MH.
"Posso
utilizar as
lâmpadas de
halogéneo de uso
doméstico?"
É preciso não
confundir as
lâmpadas MH
acima referidas
com as lâmpadas
de halogéneo
vulgares, de
filamento de
tungsténio em
gás a baixa
pressão, como o
argon, que
compramos em
qualquer
supermercado
para iluminar a
sala; as
lâmpadas de
halogéneo são
basicamente
lâmpadas de
incandescência
que geram enorme
quantidade de
calor com baixo
fluxo luminoso
"Como posso
montar outro
tubo no meu
aquário?"
Se o reflector
comportar mais
um tubo, existem
kits para montar
um segundo tubo.
Caso contrário
será necessário
também um
segundo
reflector, ou a
troca do
existente por um
com dois tubos.
Outra solução
será a compra de
um suporte
vulgar e
montá-lo num
reflector de
construção
caseira. Também
é possível
comprar "kits"
só com os
encaixes
terminais do
tubo e
abraçadeiras de
fixação,
balastro e
arrancador em
lojas de
aquariofila.
"Durante
quantas horas
por dia devo ter
a luz acesa?"
Tal como na
natureza, as
plantas precisam
de um ciclo de
luz e escuridão
em cada dia. Se
tomarmos por
base a duração
de 12 h do dia e
da noite no
equador (muitas
das plantas
tropicais têm
esse ciclo),
podemos adoptar
uma iluminação
de 10-14 h por
dia. O sistema
ideal é comprar
um temporizador
que
automaticamente
liga e desliga a
luz nas horas
predeterminadas,
uma vez que as
plantas (e
peixes) preferem
um ciclo
regular. Se as
plantas
precisarem de
mais luz não se
deve prolongar o
tempo de
iluminação mas
sim montar mais
um tubo para
aumentar a
intensidade
luminosa.
Falando de
temporizadores,
existem tubos
fluorescentes
que não arrancam
automaticamente,
i.e., é preciso
premir um botão
durante alguns
segundos. Estes
tipos podem ser
convertidos para
sistema de
arrancador
automático,
comprando os
acessórios
necessários em
qualquer casa
especializada.
"De quanto
em quanto tempo
é preciso mudar
o tubo
fluorescente?"
A maioria dos
tubos
fluorescentes
perdem grande
parte da sua
intensidade ao
fim de 6 meses
(+/- 2000 h),
portanto devem
ser substituídos
entre 6-12 meses
(os T8 têm maior
duração). Se
isso for muito
dispendioso para
si e o seu
aquário não
necessita de
grande
intensidade
luminosa, espere
até que os tubos
se esgotem
totalmente, o
que pode rondar
os 2 anos
(8/10.000 h). O
melhor sistema é
estabelecer um
calendário de
substituição
do/s tubo/s para
evitar grandes
oscilações de
intensidade
luminosa.
"O aumento
de luz não vai
encher o meu
aquário de
algas?"
Se é a primeira
vez que monta um
segundo tubo
sobre o aquário,
deve estar
preparado para
isso acontecer.
Tanto as plantas
como as algas
são ávidas de
luz e portanto
estabelece-se
uma competição
entre ambas.
Para ajudarmos
as plantas a
vencerem,
devemos ter uma
baixa população
de peixes, ter
comedores de
algas e proceder
a frequentes
mudanças de
água(ver a
secção
ALGAS das
FAQ-DOENÇAS).
"A injecção
de CO2
é mesmo
necessária?"
A injecção de
dióxido de
carbono não é
necessária para
manter plantas.
Contudo, a
maior parte
daqueles que a
têm utilizado,
afirmam que,
depois de uma
boa iluminação,
o CO2
é o mais
importante
factor para ter
um excelente
crescimento de
plantas. De
facto, com o
aumento da
intensidade
luminosa, as
plantas requerem
mais nutrientes,
incluindo o
carbono que vão
buscar ao
dióxido de
carbono. Em
conjunção com os
a capacidade
tampão (ver
QUÍMICA DA ÁGUA
na FAQ de
Iniciação à Água
Doce), a
injecção de CO2
irá tamponar a
água para um pH
neutro ou baixo.
Um valor mais
baixo de pH
ajuda as plantas
a assimilarem
certos
nutrientes, além
de, afirmam
alguns, evitar o
desenvolvimento
de algas.
"O CO2
é caro?"
O custo de um
equipamento de
injecção de
dióxido de
carbono é muito
variável, desde
os sistemas
automáticos aos
manuais, mas de
um modo geral
dispendioso, a
menos que se
recorra ao super
barato sistema
da garrafa com
fermento de
padeiro e
açúcar, que
adiante se
descreve.
"Quanto CO2
se deve usar?"
O nível óptimo
de CO2
num aquário é de
15-20 ppm. Há
informações de
que níveis
superiores a 25
ppm podem
envenenar os
peixes, mas a
experiência
geral não prova
isso. A
quantidade
encontrada na
água resultante
das
concentrações
atmosféricas
varia com a
altitude e a
temperatura mas
é menos que 1
ppm.
"Como é que
trabalha o
sistema de gás
comprimido?"
Uma garrafa de
CO2
comprimido,
fornece esse gás
à pressão de
55-80 bar. Este
valor de saída
da garrafa é
reduzido a
0,3-1,4 bar por
meio de um
regulador de
pressão e
finalmente
reduzido a
algumas bolhas
por segundo,
utilizando uma
válvula de
agulha. Por este
processo de
lento borbulhar,
o gás deve
dissolver-se na
água do aquário
por intermédio
de um de três
processos: um
reactor de gás
(onde a água se
mistura com o
gás numa câmara
semelhante à de
um filtro
seco-húmido),
por meio de um
boião invertido
(que permite a
difusão lenta do
gás na água), ou
injectando o gás
num filtro
motorizado,
interior ou
exterior (cuja
turbina
pulveriza o gás
em bolhas muito
pequenas, muitas
das quais se
dissolvem na
água). O reactor
é o processo
mais eficiente,
enquanto o dos
filtros é o mais
fácil de pôr em
prática.
É essencial
saber controlar
o débito de gás
injectado,
porque um
excesso de CO2
pode matar os
seus peixes.
Existem
dispendiosos
sistemas
automáticos, que
utilizam um
sensor
electrónico de
pH para regular
a quantidade de
dióxido de
carbono a
injectar e que
cortam a
injecção quando
o pH tem uma
descida
demasiada. Os
sistemas manuais
exigem que se
comece com uma
injecção muito
pequena e depois
se vá aumentando
durante vários
dias com uma
cuidadosa e
regular medição
do pH e
borbulhar do CO2
até se encontrar
o equilíbrio
correcto e a
posição devida
da válvula.
A construção
e detalhes de
operação estão
descritos na
secção
CO2.
"Como
trabalha o
método do
fermento?"
A fermentação de
açúcares numa
garrafa gera CO2
(tal como no
fabrico de
cerveja) e então
podemos
injectá-lo no
aquário por um
dos processos
descritos. Os
componentes para
a construção
desse gerador de
gás são
baratíssimos
comparados com
os da garrafa de
gás comprimido.
O pior
inconveniente é
o da produção
ser irregular e
requer a mudança
dos reagentes
(de uma a duas
semanas), mas é
suficiente para
ajudar as
plantas a
crescer.
Inicialmente o
processo era
considerado
inútil pelos
livros da
especialidade,
mas nos últimos
anos tem tido
uma crescente
utilização como
meio de utilizar
o CO2
sem "entrar na
carteira".
Aqui está uma
construção bem
simples: pegue
numa garrafa de
plástico de 2
litros (de água
mineral ou
refrigerante)
vazia,
desenrosque a
rolha e faça-lhe
um furo que
permita a
passagem de um
tubo de ar dos
usados em
aquário e vede a
passagem na
rolha com um
vedante de
silicone por
exemplo. Encha a
garrafa até meio
com água,
junte-lhe meia
colher de chá de
fermento de
padeiro e de
meia a uma
chávena de chá
de açúcar. O
borbulhar do gás
dura cerca de 2
semanas, após as
quais é
necessário
substituir a
mistura. Se a
garrafa ficar a
nível inferior
ao da água
recomenda-se a
aplicação de uma
válvula de
segurança para
evitar o efeito
de sifão.
"Posso
simplesmente
deitar água com
gás no aquário?"
Não! As plantas
precisam de uma
injecção lenta
de CO2.
Se você deita
água gaseificada
no aquário,
haverá uma
alteração de pH
e o gás
dissipa-se no ar
em poucas horas.
"A injecção
de CO2
reduz o teor de
oxigénio?"
Não. Os níveis
de oxigénio e de
dióxodo de
carbono
dissolvidos são
independentes um
do outro; podem
existir elevados
níveis de ambos
em simultâneo.
Acontece até que
se você tiver um
aquário com
plantas
saudáveis, elas
só por si
saturam a água
com oxigénio. O
problema é o de
que muitas das
técnicas usadas
para oxigenar a
água (pedras
difusoras,
filtros
seco-húmidos,
movimentação da
superfície da
água) provocam
uma perda de CO2
para o ar, ou
seja, se você
desligar a pedra
difusora para
evitar a perda
de gás, pode
também reduzir a
oxigenação. A
melhor solução é
a de manter a
agitação da água
mas fazer uma
injecção de CO2
com maior débito
do que o
perdido,
mantendo-se
assim um
equilíbrio entre
os dois gases.
"A
alimentação dos
peixes é
suficiente para
fertilizar as
plantas?"
A maioria dos
alimentos para
peixes contém os
macronutrientes,
azoto, fosfato e
potássio
(N-P-K), para
manter as
plantas
saudáveis.
Contudo, os
oligoelementos
como o ferro,
não são
fornecidos sob
forma que as
plantas possam
assimilar.
Alguns desses
elementos já
podem vir na
água canalizada,
razão também
para que se
efectuem
frequentes
mudanças
parciais de
água. Mas isso
não é suficiente
para algumas
plantas e então
temos de
recorrer à
adição de um
fertilizante.
"Posso usar
fertilizante
normal para
plantas?"
O fertilizante
normal para
terra contém
elevadas
percentagens de
N-P-K , os quais
já estão
incluídos nos
alimentos dos
peixes.
Adicionar maior
quantidade
causará um
crescimento
exagerado de
algas, além de
possível stress
aos peixes. É
possível que
você encontre um
fertilizante
contendo só os
oligoelementos
em casas de
plantas, ou ser
você mesmo a
prepará-lo. As
misturas da
Dupla e Dennerle
são caras, mas
têm provado dar
bons resultados.
Tenha cuidado
com outros
fabricantes que
fornecem N-P-K
(verifique
sempre se a
etiqueta
menciona os
ingredientes).
Comprimidos,
granulados de
fertilizantes
têm sido
utilizados com
êxito enterrados
no substrato e
usados com
moderação.
"Como sei se
necessito usar
fertilizante?"
A falta de
fertilizante
nota-se nas
plantas pelas
folhas
transparentes ou
amareladas por
vezes com
buracos, além de
uma redução no
seu crescimento.
As folhas velhas
morrem mais
depressa e as
novas são
pequenas e
fracas. Outro
sintoma é o das
plantas
crescerem muito
bem durante um
mês depois de
compradas e
depois deixarem
de se
desenvolver por
falta de
oligoelementos.
Também se deve
adicionar
fertilizante se
os níveis de luz
e de CO2
forem elevados
mas as plantas
não crescerem.
"Como é que
sei qual é o
nutritente que
está a limitar o
crescimento das
plantas?"
Esta é uma
pergunta de
difícil resposta
sem que você
próprio faça
tentativas. Se
notar que a
mudança de água
causa algum
crescimento,
então a água que
usa fornece
alguns
oligoelementos
que depois se
esgotam e nesse
caso é
aconselhável
juntar um
fertilizante ou
mudar a água
mais vezes. Se
as suas plantas
mostrarem um
pequeno
crescimento
depois de
alimentar os
peixes, o
problema também
está resolvido.
Mas tenha sempre
o cuidado de não
aumentar em
demasia o
suplemento de
oligoelementos,
senão tem o
problema do
excesso de
algas.
A partir de
quantidade os
nutrientes são
demasiados?
Que quizer
manter ziliões
de test kits
então poderá
medir alguns
niveis de
oligoelementos
(a Dupla
recomenda um
nível de ferro
de 0.1ppm)
Testes de amónia
e de nitratos
irão indicar-lhe
quando estiver a
dar comida a
mais.
Alternativamente
pode observar o
seu aquário.
Demasiado
fertilizante e
comida dos
peixes podem
resultar um
crescimento de
algas excessivo.
"Receitas
caseiras: como
fazer?"
Muitas receitas
caseiras têm
aparecido na
mailing list
Aquatic Plants
portanto você
pode obter
informação aí.
Algumas
actualizações
são mantidas em
WWW no site
THE KRIB. As
futuras
actualizações
desta FAQ
poderão incluir
fontes de
recolha e
receitas, quando
estiverem
comprovadas.
"O que devo
usar como
substrato?"
Areão ou areia é
um bom começo! A
questão é a sua
granulometria:
grãos muito
pequenos não
oferecem um
suporte seguro
para as plantas
e a areia tende
a compactar; por
outro lado,
grãos muito
grandes, dão
origem a bolsas
de detritos em
decomposição. A
maioria dos
aficcionados
recomenda uma
granulometria de
2-3 mm (areão),
enquanto outros
preferem uma
areia de 1-2 mm
(mais difícil de
encontrar). Os
caracóis
trombeta (ver a
secção de
ALGAS das
FAQ-DOENÇAS),
escavam o
substrato
mantendo-o
arejado. Sobre o
vidro do fundo
do aquário deve
colocar-se uma
camada (1/3 da
altura de areão)
de fertilizante,
sendo os mais
populares a
turfa (que
acidifica a
água), laterite
(uma argila que
contém ferro,
usada
normalmente com
sistemas de
aquecimento do
substrato) e
solo. Um aviso:
se você tiver um
filtro de placa
de fundo, ele
pode aspirar o
fertilizante e
lançá-lo à água
em vez de o
manter sob o
areão. A Dupla
por exemplo
fabrica umas
bolas de
laterite que
podem ser usadas
com filtros de
fundo, mas que
são
dispendiosas.
"Que altura
deve ter o
substrato?"
De um modo geral
deve combinar-se
a altura do
substrato com os
tipos de plantas
ou seja das suas
raízes. Por
exemplo as
grandes
echinodorus
(amazonenses)
precisam de 10cm
de areão, mas
plantas pequenas
de fundo como a
Lilaeopsis só
precisam de 2,5
cm. Uma boa
solução é
colocar o areão
em declive de
trás para a
frente do
aquário. Assim
as plantas de
maior altura
plantam-se junto
ao vidro
posterior, as de
médio porte a
meio e as de
pequena altura
junto ao vidro
anterior do
aquário. Outra
solução é a de
fazer uma camada
de areão com a
altura média de
7 cm.
"Posso ter
plantas com um
filtro de
fundo?"
Claro que sim!
Só é necessário
ter suficiente
altura de areão
para as plantas
enraizarem. A
circulação de
água através da
placa deve ser
lenta. De
qualquer modo é
provável que
algumas raízes
se introduzam na
placa, dando
origem a mais
trabalho de
manutenção.
Muitos
aquariofilistas
acham que não se
deve ter plantas
com filtro de
fundo e isso
tornou-se quase
uma crença
religiosa na
Usenet. Contudo,
não significa
que seja
impossível...
como nas crenças
religiosas, cada
um é livre de
seguir a que
quiser.:-)
"A que
temperatura devo
manter um
aquário com
plantas?"
Isso varia de
planta para
planta, mas
grande parte
delas vivem bem
entre 22- 27C.
Para aquários de
Discus que
requerem uma
temperatura mais
elevada, veja
num livro de
plantas quais as
espécies mais
recomendadas.
"Tenho que
ter um
aquecimento no
substrato?"
Os benefícios do
aquecimento do
substrato ainda
não estão
comprovados, mas
crê-se que dá
uma estabilidade
mais prolongada
ao aquário. Se
você é um
principiante,
será melhor
familiarizar-se
primeiro com a
luz,
fertilizantes,
etc. No entanto
se gosta de
aventuras e pode
gastar dinheiro,
então talvez
tenha orgulho em
instalar um
sistema de
aquecimento do
substrato por
cabos. No
entanto há quem
defenda que um
filtro de fundo
com uma passagem
lenta produz os
mesmos efeitos.
Esta lista não é
de modo nenhum
exaustiva! Se
tiver
experiências que
julgue de
interesse para
este tópico,
pode enviá-las.
As folhas
tornam-se
amarelas e
caiem"
"As folhas
criam buracos e
caiem"
No primeiro caso
o mais provável
é a falta de
oligoelementos e
no segundo pode
também ser que
os peixes e
caracóis as
comam.
"As plantas
crescem durante
um tempo e
depois morrem ou
continuam a
crescer mas
muito
lentamente"
Este é o
problema mais
vulgar entre os
principiantes e
pode ter
diferentes
causas:
- As
plantas
podem
armazenar
muitos
nutrientes
para
utilização
posterior.
Quando vêm
dos
viveiros,
elas trazem
uma reserva
máxima. Mas
passado um
mês ou mais,
se você não
lhe fornecer
um
suplemento,
elas esgotam
as reservas
e acabam por
morrer.
- A
maioria das
plantas
envasadas
são criadas
por sistema
hidropónico
em estufas
ou viveiros
com luz de
Sol filtrada
e com
elevado
nível de
nutrientes
mas depois
têm que se
adaptar às
condições
dos
aquários.
Primeiro
perdem as
folhas que
cresciam
fora de água
e criam
novas folhas
com
diferente
feitio e
consistência.
Em segundo
lugar,
aclimatando-se
a menos luz
e menos
nutrientes,
a sua
velocidade
de
crescimento
diminui.
Enquanto as
plantas
envasadas se
transportam
com
facilidade,
isso já não
se passa com
as não
envasadas.
Estas podem
ter passado
por várias
mãos, desde
o cultivador
até à loja
que as vende
e por isso
podem não
estar nas
melhores
condições
quando se
compram.
Grande parte
delas foram
criadas fora
de água,
muitas vezes
também sob
luz solar
filtrada e
vão ter que
se aclimatar
às condições
do aquário.
- A planta
pode não ser
uma
verdadeira
planta
aquática.
Muitos
comerciantes
vendem
plantas
palustres
como sendo
aquáticas
(veja a
nossa
LISTA NEGRA).
Estas
plantas
podem
aguentar-se
um mês ou
mais mas
normalmente
morrem.
- Algumas
plantas
hibernam. Os
bolbos do
Aponogeton
perdem todas
as suas
folhas.
Nessa altura
os bolbos
devem ser
retirados do
aquário e
postos
recipiente
de água fria
durante
alguns
meses. Podem
então voltar
a ser
plantados
nascendo
novas
folhas.
- As
Cryptocorynes
podem largar
as suas
folhas por
alteração
das
características
químicas da
água. Não é
caso para
desesperar,
pois o mais
provável é
nascerem
novas
folhas.
"A minha ...
cresce mas as
outras morrem"
Algumas plantas
são mais
resistentes do
que outras e
crescem com
pouca luz, CO2,
ou piores
condições de
água. Acontece
também que
algumas plantas
são concorrentes
de outras,
absorvendo mais
nutrientes.
Nestes casos as
plantas devem
ser separadas
para outro
aquário.
"A minha . .
. está coberta
de algas"
Leia a secção de
ALGAS das
FAQ-DOENÇAS,
para ver
pormenores sobre
as várias
espécies de
algas e como
combatê-las.
Mas,
resumidamente,
deve haver um
peixe comedor de
algas no aquário
para manter um
certo
equilíbrio, ou
reduzir
nutrientes
introduzindo
plantas
flutuantes de
crescimento
rápido que
consomem
nutrientes mais
depressa do que
as algas, ou
remover as
folhas mortas
com mais
frequência para
reduzir os
nutrientes,
reduzir a
alimentação,
aumentar a
frequência das
mudanças de
água, reduzir o
número de horas
de luz por dia,
usar
fertilizante nas
raízes (sob o
areão) e não em
forma líquida
que fortalece
mais as folhas.
Também há
algicidas, mas
esses produtos
podem matar
também as
plantas se não
forem usados com
o máximo
cuidado.
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